Como é Conduzir uma Autocaravana VW Clássica?
Michal Grupa
Campervan Whisperer

Uma carrinh VW clássica é uma das formas mais memoráveis de conhecer Portugal. Mas também é completamente diferente de conduzir uma carrinha moderna. Antes de reservares, queremos que saibas exatamente o que esperar, para que a tua viagem seja sobre as paisagens e não sobre surpresas ao volante.
Recuemos até 1972, quando Portugal tinha apenas 88 mil veículos em circulação, contra os 410 mil de hoje. É um aumento enorme, e hoje todos andam mais depressa. A tecnologia automóvel também evoluiu imenso ao longo dos anos. Então, como se porta uma velha carrinha VW (T2) no trânsito atual?
Felizmente, podes alugar uma carrinha VW T2 na nossa base em Faro, Portugal, para aproveitares a experiência ou experimentares antes de comprar.
Antes de reservares: o essencial
- Direção: o volante tem uma folga natural, por isso vais fazer pequenas correções constantes
- Mudanças: a alavanca tem um curso longo, um pouco como mexer uma panela
- Travões: discos modernos à frente, mas o pedal tem mais curso do que estás habituado
- Velocidade: a velocidade de cruzeiro confortável ronda os 60 km/h; esta não é uma carrinha para longas tiradas em autoestrada
- Sensação: a maioria dos condutores precisa de cerca de uma hora para se habituar, e quase todos acabam por adorar
Se o que mais te importa é suavidade, rapidez e silêncio, uma das nossas autocaavanas modernas vai servir-te melhor. Se queres que a viagem faça parte da aventura, continua a ler.
Porque é que as nossas carrinhas clássicas são mais novas do que parecem
As nossas T2 parecem acabadas de sair dos anos 60, mas foram construídas de raiz no Brasil em 2013. A Volkswagen do Brasil continuou a produzir o design clássico muito depois de a Europa ter avançado, porque era acessível, resistente e fácil de reparar. O resultado é uma carrinha com motor e travões modernos, envolta num design que continua a conduzir-se como há décadas.
É isto que importa perceber. A carrinha é fiável e bem cuidada, mas a experiência de condução é clássica por natureza.
Uma road trip numa carrinha VW é, sem dúvida, uma das melhores experiências em Portugal, mas estas carrinhas exigem respeito, atenção total e um nível de condução mais elevado do que um veículo moderno típico.
Como é realmente conduzir uma carrinha VW clássica
Direção: pequenas correções, o tempo todo
Nos carros modernos podes desligar. Numa T2, não. O próprio manual da Volkswagen admite 4 a 5 cm de folga no volante, o que significa que a carrinha desvia ligeiramente e tu vais corrigindo continuamente. Ao início parece estranho, depois torna-se natural. Mantém as duas mãos no volante e presta atenção, sobretudo com vento lateral ao longo da costa.
Meter as mudanças: curso longo, motor traseiro
O motor e a caixa de velocidades estão atrás, e a alavanca à frente, ligados por uma vareta comprida. É por isso que a alavanca percorre mais distância do que esperas entre mudanças. Não está solta nem avariada, é simplesmente assim que a T2 funciona. Mete as mudanças com firmeza em vez de depressa e em pouco tempo vai parecer natural.
Travões: modernos, com um pedal mais longo
A T2 brasileira tem travões de disco à frente, por isso a capacidade de travagem é moderna. A diferença está no pedal, que desce mais antes de começar a travar. Deixa um pouco mais de distância para o carro da frente e vai correr tudo bem.
Motor e velocidade: feita para a estrada lenta
A T2 tem um motor de 1,4 litros e 80 cv, o mesmo do VW Fox. É modesto para uma carrinha deste tamanho. Em plano, segue tranquila a cerca de 60 km/h, e nas subidas íngremes, como as estradas até Monchique, vais usar mudanças mais baixas e ir com calma. Recomendamos que planeies as rotas por estradas nacionais em vez de autoestradas. Até porque são mais bonitas.
Consumo e fiabilidade
Apesar do estilo vintage do pão de forma, os motores são novos. São muito mais fiáveis do que os motores das carrinhas dos anos 60 e 70. Quanto ao consumo, a combinação de injeção moderna e uma centralina resulta num consumo muito respeitável de 10 l aos 100 km. Estão longe de poluir como a versão dos anos 60 e emitem bastante menos CO2.
Dicas para o teu primeiro dia
- Tira dez minutos no parque de estacionamento no levantamento para experimentar a direção, as mudanças e os travões
- Começa por estradas calmas antes de entrares nas localidades ou em percursos com mais trânsito
- Planeia dias de condução mais curtos do que farias numa carrinha moderna
- Evita, sempre que possível, as ruas estreitas dos centros históricos
A sensação de conduzir uma carrinha VW clássica
Conduzir uma carrinha moderna leva-te de A a B. Conduzir uma T2 faz da própria estrada a razão por que vieste.
Começa no momento em que arrancas. As pessoas reparam em ti. Os peões param a meio do passo e sorriem. As crianças encostam a cara aos vidros dos carros e acenam. Outros condutores abrandam ao teu lado só para dar uma segunda olhadela, e algures na estrada da costa alguém num carro em sentido contrário vai fazer-te o sinal da paz. Vais dar por ti a devolvê-lo.
O ritmo também muda a forma como viajas. Com a janela aberta e o motor a ronronar atrás de ti, ouves o mar antes de o veres e sentes o cheiro a eucalipto e pinheiro à passagem. Paras mais vezes, porque podes. Um miradouro, uma banca de fruta, um café numa aldeia por onde terias passado a voar na autoestrada.
E quando paras, as pessoas aproximam-se. Um casal de reformados que atravessou a Europa numa igual nos anos 70. Um pescador local que aprendeu a conduzir no Kombi do pai. Viajantes que querem uma fotografia, espreitar lá dentro ou simplesmente perguntar para onde vais. Começam conversas que nunca aconteceriam numa carrinha de aluguer branca, e muitos dos nossos clientes acabaram com um convite para jantar ou a dica de uma praia que nenhum guia menciona.
Essa é a verdadeira magia de uma carrinha VW clássica. Não é a forma mais rápida nem a mais confortável de viajar, mas é a mais humana. As pessoas veem a carrinha e veem uma história, e em pouco tempo fazes parte dela.
A quem se adequa melhor uma carrinha VW clássica
Uma T2 é ideal se gostas de conduzir, queres abrandar e vês a viagem como parte das férias. É indicada para casais e pequenos grupos que planeiam um roteiro descontraído, como a nossa road trip de 7 dias pelo Algarve, com partida da nossa base em Faro.
É menos indicada para agendas apertadas, longas distâncias em autoestrada ou condutores que ficam nervosos ao volante de um veículo grande. Nesse caso, uma carrinha moderna vai proporcionar-te uma viagem mais tranquila.
A pensar em comprar uma? Alugar uma T2 durante uma semana é o melhor test drive que existe. Se te apaixonares, a nossa empresa irmã Campershop vende carrinhas campervan.
Perguntas frequentes
É difícil conduzir uma carrinha VW clássica?
Não é difícil, mas é diferente. Conta concentrar-te mais do que numa carrinha moderna, sobretudo na direção. A maioria dos condutores sente-se confortável logo na primeira hora.
A que velocidade anda uma VW T2?
Segue confortavelmente a cerca de 60 km/h. Consegue ir mais depressa, mas sente-se mais feliz a um ritmo descontraído.
Posso andar em autoestrada com uma carrinha VW clássica?
Sim, mas não é aí que a T2 brilha. Recomendamos estradas nacionais sempre que possível.
Onde posso alugar uma carrinha VW clássica em Portugal?
As nossas T2 clássicas estão disponíveis na Siesta Campers Faro.
Preciso de uma carta de condução especial?
Basta a carta de condução normal de ligeiros (categoria B).
Porque é que tão poucas empresas alugam carrinhas VW clássicas
Manter carrinhas clássicas na estrada dá muito trabalho. Exige anos de experiência, peças especializadas e muito cuidado, e é por isso que tão poucas empresas as oferecem. Nós continuamos a fazê-lo porque nada se compara. Se queres abrandar, viver o momento e descobrir Portugal de forma real e autêntica, há uma T2 à tua espera.
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